Estudos pré-primários, primários e secundários no Lycée Français Charles Lepierre. Curso de Filosofia na Faculdade de Letras da Un. de Lisboa.
Em 1970 foi um dos fundadores do Grupo de Campolide (actual Companhia de Teatro de Almada, onde desenvolveu a sua carreira como encenador e actor até 1985.
Em 1988 criou, e dirigiu até 1990, o Teatro da Malaposta.
Em 1991, abandonou Lisboa e concebeu em Viana do Castelo – e dirigiu até 2003 – o projecto do Teatro do Noroeste como companhia residente do Teatro Sá de Miranda. Neste período desenvolveu um intenso, e inédito, trabalho de intercâmbio com o teatro de Espanha, nos domínios da criação, da co-produção e da exibição.
Em 2003 criou em Paredes de Coura a companhia Comédias do Minho, que dirigiu durante dois anos.
Em 2004 regressou a Lisboa a passou a ser director de actores nas novelas e séries produzidas pela NBP (actual Plural). A partir de 2008 e até 2022 exerceu idênticas funções na produtora SP Televisão.
No teatro e como actor interpretou cerca de três dezenas de peças de autores como Sófocles, Brecht, Copi, Juan Mayorga, Roberto Vidal Bolaño, Ibsen, Durenmatt, José Saramago, Goldoni, entre outros.
Ainda no teatro encenou mais de seis dezenas de peças de autores clássicos e contemporâneos, portugueses e estrangeiros.
Fez direcção de actores em novelas como, por exemplo, “Mistura Fina”, “Ninguém como tu”. “Dei-te quase tudo”, “Os nossos dias”, “Espelho de água”.
Como actor integrou os elencos de várias novelas e séries, como por exemplo “Os Lobos”, “Filha do mar”, “O olhar da serpente”, “Queridas feras”, “Deixa-me amar”, “O crime do Padre Amaro”, “Vento Norte”, “Teorias da conspiração” e “Jóia de África”.
No cinema interpretou filmes e telefilmes de José Fonseca e Costa (“O bloqueio”), António-Pedro Vasconcelos (“Amor impossível”), Leonel Vieira (“Alguém como eu” e “Pátio da memória”), João Canijo (“Fátima”), Cláudia Clemente (“A abóbada”), João Botelho (“Peregrinação”, “Ano da morte de Ricardo Reis”), Luís Campos (“Terra vil”)
Em 2025 protagonizou o filme “A memória do cheiro das coisas”, de António Ferreira. Com este filme ganhou o Prémio para Melhor Actor na competição principal do Festival de Cinema de Shangai.
Nos anos 70 foi jornalista.
Publicou em 2022 o romance “Encontro Improvável do penitente e do arrependido”.
Nos dois últimos anos tem-se dedicado igualmente ao guionismo.