Isadora Alves

Isadora Alves (Lisboa, 1996) é artista e actriz portuguesa. Licenciada em Teatro pela ESTC (2018), estudou Escultura na Universidade de São Paulo (2017), frequentou o curso PACAP no Fórum Dança (2020), Estudos Medievais na FLUL (2021) e Filme Analógico na MONONOAWARE, em Nova Iorque (2025).

Trabalha nos campos da performance, escultura, filme e escrita. Os seus projetos assumem frequentemente a forma de performances na paisagem, onde a luz se constitui como matéria central de investigação.
O seu trabalho foi apresentado no Centre Wallonie-Bruxelles Paris, HIAP Gallery Augusta, Fundação Beyeler, MoMA – Museum of Modern Art, Fotofestiwal Łódź, Mengi, Zentralwäscherei, Queer MuseumVienna, Kunstverein Freiburg, UNESCO Biosphärenpark Großes Walsertal, Galeria Monumental e Jardim do Museu de Lisboa, bem como em paisagens como a baía vulcânica de Reykjanes, os Alpes Austríacos e o deserto de Sonora, no Arizona.
Como intérprete integrou obras de artistas como Catherin Schöberl, Isadora Neves Marques, Claudia Popovici, Miguel Bonneville, Maria Duarte, Pedro Paiva, Niño Proletário, entre outros.

Lecionou na University Center of the Westfjords, La Città dell’Utopia, Iceland University of the Arts e HDK-Valand – University of Gothenburg. É artista convidada no Desert Humanities Institute da Arizona State University e integrou uma colaboração entre artistas e cientistas do Institut Polytechnique de Paris em 2025.

Publicou recentemente Mourning a Thawing Glacier: Collective Practices for Ecological Grief (Apria Journal, 2024), Archives of the Earth (Cambridge Journal of Visual Culture, 2023) e Nature Design Guide (UNESCO Biosphere Reserve Großes Walsertal).
É co-fundadora do coletivo Sympoietic Society, dedicado a práticas artísticas coletivas em torno da descentralização do humano e da perda de folclore associada ao degelo dos glaciares. O seu trabalho tem-se centrado em ecossistemas extremados, colaborando frequentemente com cientistas, artistas e comunidades locais.

Colaborou com a Adidas Terrex/National Geographic em 2024, fez parte da selecção fotográfica da FORBES/LEICA DA 30 Under 30 (2023) e venceu o Kreativpreis Vorarlberg 2025 pela direção de uma ópera em céu aberto na montanha de Rote Wand, nos Alpes Austríacos.